28 março 2008

ANALÚ (Retrato de um cotidiano)

Analú inicia seu dia dissolvendo seus sonhos como quem joga um comprimido efervescente na água. E como de costume, antes de suas obrigações, beija os pés do seu cigarro sem qualquer receio da morte. Toma normalmente o seu café, normalmente caminha cumprimentando as pessoas, normalmente encara as notícias de amanhã e normalmente reclama de toda essa normalidade que constrói os seus dias.

Analú já não pode contar com os velhos amigos que se foram. Reclama ao seu azar por não tê-los acompanhado devido a um amor que nunca chegou. Ela não mais inspira o poeta, mas guarda lembranças que se concentram em uma boneca que ela nem sente mais vontade de brincar. Mas Analú sente, ela sente que está viva! Nossa Amiga então resolve se queixar a Deus em forma de um pequeno poema escrito em seu surrado diário que há muito não é alimentado com coisas empolgantes.

Analú então escreve:

“Triste função a da raiz!

viver sozinha no obscuro da terra

enquanto só a flor é adorada.

Se aproximar ainda mais do inferno

para manter de pé a flor contemplada

pelos olhos do céu...

Triste função a da raiz!”

Que Deus te escute Analú, não desanime com a distancia do céu!

7 comentários:

Ernandes disse...

Se é que se pode comentar... perguntei pra o rodrigo: do olho de quem ele queria estrair as lágrimas...
ainda estou me perguntado...
Òtimo, parabens!!!

Flavio Pimentel disse...

Analú. vivendo sua vida normal parece desejar algo mais empolgante.
Analú ao meu ver, nos deixa uma lição: vá em frente, acredite nos seus sonhos, pois o céu, não é tão alto!

steffani arcanjo disse...

vi a analú como uma contradiçao... mas não entendi o comentário inciante... de que olho ela tirou lágrimas? por acaso essa parte do texto foi retirada da postagem???
se analú voltar a ecsrever depois de ler esse comentário, espero q ela escreva: fui injusta oomigo mesmo... pq eu sou flor e me coloquei no lugar da raiz...

thamyres disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
thamyres disse...

ANALÚ ...vida triste essa dela viver dessa forma tão desanimadoroa td em seu dia é normal !
quando na verdade ela quer bem mais..talvez da proxima vez que ela vim expor o seu duro contidiano ela se coloque no lugar da flor ...pois o porquer de ser raiz ..quando se pode estar bem mais perto do ceú

Anônimo disse...

É uma grande tristeza ver Analú vivendo como raiz.
Isso mostra q qualquer pessoa pode ter um cotidiano igual o de Analú, diferente, porém, normal.

Anônimo disse...

Que raiz é esta? Há de ser nós mesmos, que teimamos em acreditar que, por mais normais que sejam as coisas e que por mais simples que pareçam, nao se atreverão em desgastar o que nos é proprio e por condição e/ou merecimento nao se distanciarão de nós. Triste daqueles que ainda acreditam que por sustentar uma arvore, por mais forte e poderosa que pareça, não precisará ser regada...