15 abril 2008

Participação alagoana na Ditadura Militar


Viva os 64 anos do nascimento de Manoel Lisboa!

Militante do Partido Comunista Revolucionário (PCR) - organização que fundou em dezembro de 1966, junto com Amaro Luiz de Carvalho, Ricardo Zarattini Filho e outros militantes de esquerda, o alagoano Manoel Lisboa de Moura nasceu em 21 de fevereiro de 1944. Filho de Augusto de Moura Castro e Iracilda Lisboa de Moura, o estudante de Medicina na Universidade Federal de Alagoas foi morto aos 29 anos de idade em São Paulo.Ainda adolescente, organizou o grêmio do antigo Liceu Alagoano, depois Colégio Estadual. Foi diretor da União dos Estudantes Secundaristas de Alagoas (Uesa) e aos dezesseis anos ingressou na Juventude Comunista do PCB. Como universitário, organizou o Centro Popular de Cultura da Une (CPC), apresentou e dirigiu peças de teatro, envolvendo, inclusive, simples operários no elenco.

O golpe militar de 1964 encontrou-o cursando Medicina na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), de onde o expulsou, cassando-lhe os direitos políticos. Nessa ocasião, pertencia ao Partido Comunista do Brasil (PC do B), organização criada em 1962, diante da linha reformista adotada pelo velho “Partidão”, desde o XX Congresso do PC da União Soviética, fato que provocou a cisão dos militantes.

Lisboa transferiu-se para o Recife, onde continuou na luta revolucionária e trabalhava na Companhia de Eletrificação Rural do Nordeste (Cerne). Em julho de 1966, foi novamente preso, logo após o atentado contra o ditador de plantão, marechal Artur da Costa e Silva, ocorrido no Aeroporto dos Guararapes . A polícia não conseguiu incriminá-lo, pois o inquérito comprovou que ele, no momento do ocorrido, estava trabalhando na Cerne com seu irmão, engenheiro e capitão do Exército. Posto em liberdade quatro dias depois, concluiu que não era possível continuar levando uma vida legal e dedicar-se à causa revolucionária, optando então pela vida clandestina.

Conhecido na clandestinidade pelos nomes de Miguel, Celso, Zé..., Manoel foi preso no dia 16 de agosto de 1973, quando conversava com uma operária na Praça da Jaqueira (hoje Praça da Fecin), em Recife. Agarrado pelas costas por agentes do DOI-CODI de Recife, em cujas dependências foi torturado pela equipe do agente conhecido como "Luiz Miranda", Lisboa foi removido para São Paulo, onde continuou sendo torturado pelo delegado Sérgio Fleury até morrer no dia 4 de setembro de 1973. A versão oficial divulgada pelos órgãos de segurança e imprensa é de que Manoel foi morto devido a um tiroteio no Largo de Moema, na cidade de São Paulo. A denúncia de Selma Bandeira Mendes (companheira de Manoel Lisboa) e de vários outros presos políticos que se encontravam nas dependências do DOI-CODI/SP naquele período, diz que o corpo de Manoel estava coberto de queimaduras, estando inclusive quase paralítico.


Depois de muito trabalho, os restos mortais de Manoel Lisboa finalmente foi enterrado em solo alagoano. A transferêcia ocorreu a pouco mais de quatro anos.

Manoel se foi, mas não suas idéias. "Teu sangue será adubo, teu corpo será semente."

4 comentários:

Pedro Felix disse...

É sempre com poder conhecer a historia de homens como esse que ajudaram a fazer a movimentação “revolucionaria’’ a moda brasileira” , assim podemos tomar uma dose de animo e lutar por um BRASIL melhor.
Parabéns pela escolha do tema e pela elaboração e FORMATAÇÃO do seu texto gostei muito!

Pedro Felix disse...

É sempre com poder conhecer a historia de homens como esse que ajudaram a fazer a movimentação “revolucionaria’’ a moda brasileira” , assim podemos tomar uma dose de animo e lutar por um BRASIL melhor.
Parabéns pela escolha do tema e pela elaboração e FORMATAÇÃO do seu texto gostei muito!

Pedro Felix disse...

É sempre com poder conhecer a historia de homens como esse que ajudaram a fazer a movimentação “revolucionaria’’ a moda brasileira” , assim podemos tomar uma dose de animo e lutar por um BRASIL melhor.
Parabéns pela escolha do tema e pela elaboração e FORMATAÇÃO do seu texto gostei muito!

Wenndell de A. Amaral disse...

Manoel Lisboa é um exemplo a ser seguido, rumo a uma mudança, para a igualdade entre os povos, igualdade social e moral. O PCR ainda existe, ainda luta, e creio que com muito esforço, essa luta será vencida.
=]