12 junho 2008

Bicho homem, quem entende?

“Penumbra. Escritório. Homem, com as mãos à cabeça, fuma e pensa na vida. Alto-falante.” (Carlos Drumond de Andrade, em A Bolsa & amp; a Vida).

O simples ato de pensar é algo que nos acompanha desde os primórdios. Precisamos disso... e é justamente esse ato que nos vem salvando a pele durante o decorrer dos tempos!

Criamos teorias e conceitos para suprir nossa sede de conhecimento. Mas vamos além... isso não basta! Queremos uma razão pra o funcionamento e o verdadeiro sentido de coisas que em primeira vista não entendemos... por qual motivos gripamos? O que nos faz amar? Onde esse infeliz está querendo chegar com isso?

Particularmente, até acho o ponto de interrogação esteticamente o mais charmoso... Nossas vontades, nossos pensamentos, nossos argumentos se chocam, muitas vezes frontalmente, com os argumentos dos outros pelo simples motivo do outro também pensar e possuir o super poder da interrogação.

Isso tudo parece coisa de maluco, mas como dizem por aí... “se não vivêssemos na razão, viveríamos na des-razão, ou seja, na pura loucura!”

Vou parar por aqui, pois já posso prever que deve ter alguém lendo todo esse lixo e automaticamente discordando de tudo, ou concordando totalmente ou até mesmo achando uma brecha pra ficar entre os dois que seria o velho jargão do “concordo em partes contigo”... bicho homem, quem entende?

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