23 junho 2008

Como um filme, sem final feliz.


Estou só, o silêncio corta a minha alma. No vazio do meu ser, eu vejo você tão distante. Em dias de chuva, lágrimas molham a terra. Não sinto teu cheiro que levado pelo vento, se foi. Tua ausência acelera meu coração, que desesperado clama por você em batidas constantes e abafadas. Na pele, eu visto o passado como roupa suja, banhada de suor em noites de agonia e solidão. Meu rosto enrugado traça as linhas da ilusão que se perdeu no tempo. A noite é tão só, e eu anseio a sua companhia. As estrelas da cidade iluminam ruas frias e vazias. Estou seguindo meu caminho, e à procura de um outro, traço linhas imaginárias que limitam a minha razão. Paredes me abraçam e eu me afogo em seus braços. A noite insiste em ficar e o relógio caminha a passos lentos. A cada minuto, a cada segundo, a cada tic tac eu vejo você passar em meus pensamentos, como um filme, como uma estória de amor sem um final feliz.

Obrigado! 

Um comentário:

Anônimo disse...

Perfeito, mano.
Palavras bem postas.
Exprimem muitas vezes aquilo que não conseguimos falar ou tememos...

Abração.

Deus te abençoe

Flavio-Indio