03 janeiro 2011

Literatura de Cordel

Ontem, me deparei com uma matéria muito interessante sobre a literatura de cordel e resolvi escrever algo a respeito dessa maravilhosa arte popular de fazer poesia.

 Cordel, como muitos sabem, é um tipo de poesia popular que é originalmente oral e que depois é impressa em papel rustico como ilustra a imagem acima. Esses papéis, depois de impressos, são expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis.

O nome cordel não tem origem brasileira, pois nasceu em Portugal onde se tinha o costume de pendurar folhetos em linhas de barbante. Com a chegada dos Portugueses por essas bandas, o cordel foi sendo introduzido desde o início da  colonização portuguesa. Com o passar do tempo, o cordel foi assumindo as características brasileiras com versos sobre o cotidiano, incluindo, lendas, religiosidade, política entre muitos outros assuntos que são esboçados pelos poetas cordelistas de uma forma bem melodiosa e cadenciada, acompanhados ou não, de uma viola. Entre os poetas cordelistas, se destacam: Leandro Gomes de Barros (1865-1918)  e João Martins de Athayde (1880 - 1959).

No Brasil, a literatura de cordel se regionalizou e se tornou tipicamente Nordestina com alguns Estados em maior destaque, como: Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba. Hoje, já podemos encontrar a literatura em outros Estados, como: Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

O cordel tem sido muito importante na perpetuação da cultura e do folclore brasileiro. Com suas xilogravuras, perpetua-se a imagem do cangaço, do homem do sertão nordestino, enfim, a literatura de cordel tem influenciado até mesmo grupos musicais, como é o caso da banda nordestina Cordel do Fogo Encantado que tem exercido um papel muito importante na divulgação dessa maravilhosa arte popular brasileira/nordestina que jamais deve morrer.

Para concluir, me disperso com o cordel escrito por Darliane Cardozo. (namorada) Que tem por título:

"A Origem do Trabalho"

O trabalho se origina
De uma palavra
Da língua latina
Cujo significado,
A tortura determina.

O trabalho antigamente
Era tido como escravidão,
Sem falar que pra os romanos
Era forma de punição.

Surge o Renascimento
E com ele a transformação.
O trabalho agora é visto
Com menos discriminação,
Tornando a vida melhor
E com  mais humanização.

No decorrer da história,
O homem se moderniza.
Aprende novas técnicas,
Facilitando sua vida.

Com as novas técnicas surgidas,
O homem seu trabalho amplia,
Fazendo um grande uso
Da tão falada tecnologia.

Nos dias atuais,
As máquinas tem grande valor,
As vezes chegando a deixar,
O homem inferior.

Hoje a mão de obra
Está quase em extinção.
As máquinas ganharam o lugar
De grande parte da nação.

Com isso fica a questão:
Será que o homem evoluiu?
Ou cavou se próprio chão?

Cordel de Darliane Cardozo

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